A polícia da Tailândia deteve Wilawan Emsawat, acusada de seduzir e extorquir ao menos nove monges budistas, obtendo cerca de 385 milhões de baht (aproximadamente US$ 11,9 milhões) durante três anos de esquema envolvendo chantagem e lavagem de dinheiro.
Prisão e acusações
Wilawan foi capturada em sua residência na província de Nonthaburi, próximo a Bangkok, sob os delitos de extorsão, lavagem de dinheiro e recebimento de bens roubados. A ação policial incluiu a apreensão de smartphones com milhares de fotos, vídeos e conversas íntimas que evidenciam contatos com religiosos.
Dinheiro e extorsão
- Transações bancárias somando 385 milhões de baht em três anos
- Demanda de 7,2 milhões de baht de um abade sob ameaça de revelar gravidez falsa
- Maior parte dos recursos direcionada a apostas online
Repercussões e investigações
O escândalo levou ao afastamento de nove abades e monges seniores da ordem Theravada, que exige celibato absoluto. O primeiro-ministro interino, Phumtham Vejjajachai, determinou revisão das leis sobre transparência financeira nos templos e anunciou investigação nacional para restaurar a confiança na religião.
Impacto no clero
As revelações abalaram a imagem das instituições budistas na Tailândia, onde mais de 90% da população segue a seita Theravada. Especialistas apontam que o caso reforça a necessidade de maior fiscalização interna e participação da comunidade local em denúncias de má conduta.